IDEAC Instituto para o Desenvolvimento Educacional, Artístico e Científico


1 comentário >

A psicóloga Sonia Azevedo Menezes Prata Silva Fuentes (responsável pelo curso de Memória e Criatividade do Ideac) tem um olhar atento e acolhedor para o idoso. Para ela, é preciso interagir com o idoso, envolvê-lo em atividades que tragam prazer, dar voz às suas queixas e manifestações, buscar interesses em sua vida pregressa, detectar desejos insatisfeitos, hobbies às vezes nunca experimentados. Enfim, como ela diz no prefácio de sua obra “Tecendo o chamado de Atena e Aracne”, da Portal Edições, “agir como detetive curioso e desbravador”.

O livro, está organizado em 30 oficinas abertas, com atividades que podem ser modificadas de acordo com o público, uma vez que podem ser usadas para idosos ou mesmo para crianças, jovens e adultos.

O lançamento será durante o XXI Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, marcado para a semana de 6 a 8 de junho, no Rio de Janeiro. O livro pode ser encontrado em pré-venda no site da editora e posteriormente no Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da PUC SP e na loja Dudabyduda, à rua Delfina 101, em Pinheiros, São Paulo.

Como surgiu a ideia

A ideia surgiu quando Sonia percebeu a falta desse tipo de material no mercado. No Pós Doc  (orientado pela Dra Flaminia Manzano Moreira Lovovici), ela desenvolveu uma pesquisa em uma instituição de longa permanência com idosos fragilizados e constatou que a única diversão era uma TV ligada na sala. Durante um ano foi criando e desenvolvendo atividades diversas, incluindo os funcionários e netos dos pacientes e os resultados dessa experiência intergeracional foi surpreendente.

Procurando sempre contextualizar as atividades com teóricos da Psicologia e do envelhecimento, Sonia fez um estágio em Portugal trabalhando em dois Centros Dia, encontrando inclusive um profissional inexistente até agora no Brasil: o animador sócio cultural.  O Pós-Doutorado foi feito com um trabalho prático juntos a jovens do Projeto Quixote para capacitá-los a trabalhar com os idosos do Centro Dia Pasárgada, com ótimos resultados.

Escuta aos sonhos

O nome do livro não surgiu por acaso, conforme ela conta: “Em busca de inspiração, passei a dar escuta aos sonhos. Então, neles veio uma imagem: duas aranhas construíam em gestos precisos uma frágil teia. Do lado esquerdo, eu me ocupava em apreciar a obra tão engenhosa. As pequenas e negras artesãs pareciam não se incomodar com a presença humana. O trabalho tinha de ser concluído. A teia ainda estava incompleta”.

Interpretando o sonho Sonia chegou aos pontos mais importantes: o caminho traçado em uma direção determinada, a beleza da criação e o equilíbrio, evocando o mito de Atena em seu encontro com Aracne. “Se pensarmos analogicamente, um sonho com aranha traduz o tipo de vida que alguém selecionou para seu cotidiano nesta existência. De modo mais otimista: se o sonho faz ver aranhas tecendo maquinalmente suas teias, tal imagem icônica seria antevista como bom pressagio para acontecimentos futuros”, ela conta.

Produção

Durante um ano Sonia realizou a capacitação dos jovens do Projeto Quixote e após terminar o Pós-Doutorado levou mais alguns meses para organizar o Caderno de Atividades de forma sistematizada.

Os benefícios das atividades descritas na publicação são inúmeros:  melhora na cognição, na memória e no bem-estar geral, além de promover momentos de alegria e descontração. Sonia recomenda, ainda, que o coordenador de atividades adapte e crie outras formas de interação, de acordo com a singularidade de cada idoso. “Não quero que esse caderno de atividades se enquadre como um modelo e ou um manual, mas sim como uma possibilidade. Em casa, em família, na escola, com grupos de amigos, todas as atividades podem ser exploradas e executadas aumentando ou diminuindo o grau de dificuldade. Há jogos e desafios cognitivos para todas as idades”.

Exemplo de atividade

Uma das atividades é “Criando uma narrativa imaginária”.  A proposta é mediante uma narrativa, explorar a percepção, a imaginação, a memória e a linguagem, bem como as afinidades entre os participantes do grupo. O material utilizado é um saco de pano contendo um objeto (objeto facilitador). Fazer um aquecimento com relaxamento e percepção do ambiente, alongamentos e em seguida iniciar a atividade avisando o grupo de que existe um objeto dentro do saco de pano. Pedir que imaginem qual é esse objeto, fornecendo algumas pistas. Esperar pelas perguntas que podem surgir no grupo. Por exemplo: É de comer? É de vestir? Fornecer respostas simples para cada pergunta e, ao mesmo tempo, juntar as pistas. Depois começar a narrativa e os participantes vão associando em sequência os fatos e dando um ritmo à história imaginada.

A psicóloga diz que os resultados desta oficina têm sido muito gratificantes, percebendo-se que, mesmo nos velhos com Alzheimer, as oscilações de humor não chegam a prejudicar o desenrolar criativo da atividade, nem a criação da história. Percebe-se claramente que uma oportunidade de escolha pode se constelar nesta Oficina.

Ouvidos atentamente pelo outro, os idosos sentem-se acolhidos em seus ritmos e ideias próprias, o que parece libertá-los da ansiedade, mudanças bruscas de humor e momentos de apatia.

 Sobre Sonia Fuentes

Dra. Sonia Fuentes, Doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Mestre em Gerontologia pela PUC-SP.. Especialista em Geriatria e Gerontologia pela Escola Paulista de Medicina. Especialista em Medicina Psicossomática pela ABMP. Especialista em Cinesiologia pelo Instituto Sedes Sapientiae e com Pós Doutorado em Psicologia Clínica.

Onde encontrar

Por enquanto o Caderno de Atividades está sendo vendido na o Portal Edições com preços promocionais de pré-lançamento:http://www.portaledicoes.com/produto/338962/

Anúncios


1 comentário >

foto Jader Andrade

 Falar sobre a velhice é uma forma de afastar ideias preconcebidas e encarar essa fase da vida com mais naturalidade e otimismo. A psicóloga Maria Celia de Abreu, coordenadora do Ideac, estará em São José do Rio Preto no dia 30 de novembro, a partir das 19 horas, para lançar a obra “Velhice, uma nova paisagem” (Editora Ágora) na Saraiva do Rio Preto Shopping Center, à Avenida Brigadeiro Faria Lima, 6363, Jardim Morumbi.

Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudo, Maria Celia  propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras. “Com todos os benefícios e percalços, cada um deve encarar a velhice do seu jeito. Não tem receita”, afirma.

Complementando a obra, há depoimentos de importantes formadores de opinião, entre eles as atrizes Aracy Balabanian e Eva Wilma, o médico Drauzio Varella, o psicoterapeuta Flávio Gikovate (falecido em 2016), o jornalista Paulo Markun, a dramaturga Maria Adelaide Amaral, a antropóloga Mirian Goldenberg, o professor Mario Sergio Cortella (prefaciador da obra) e o autor de novelas Silvio de Abreu, seu marido. Espalhados pelo livro, os depoimentos revelam diferentes opiniões, diferentes paisagens.

“Cada vez que a estrada nos introduz em uma nova paisagem, precisamos descobrir a melhor maneira de transpô-la, de vencer obstáculos, e talvez o que já sabíamos no cenário anterior não nos sirva mais”, afirma a autora. Segundo ela, é preciso reunir energias e entusiasmo e nos concentrar em apreender tais novidades, pois essa é a melhor forma de conduzir essa viagem pela vida.

Segundo a psicóloga, partindo dessa imagem da vida, fixamos o conceito de que cada fase tem suas características. A velhice, segundo ela, é apenas uma dessas fases. Não se define por acumular perdas em relação a momentos passados, mas por ter paisagens diferentes das já conhecidas. “A chave para fazer uma viagem alegre, produtiva e saudável pela estrada sem volta da vida está em ter muita flexibilidade para se adaptar a cada nova paisagem e tirar de cada uma delas o que de melhor possa nos proporcionar”, complementa.


Deixe um comentário >

 

As pessoas estão vivendo mais e, de repente, nos encontramos diante da tarefa de cuidar de mais alguém. E agora? A professora e pesquisadora Marta Pessoa, cofundadora do portal Mundo Prateado, deixa de lado questões governamentais ou de saúde para falar sobre um tipo de cuidado particular, aquele não remunerado, praticado por filhos, amigos ou responsáveis pelo idoso.

No livro “É Tempo de Cuidar – Eles Envelheceram, e agora?” (Editora Batel), ela mostra que a atitude de cuidar adquire um sentido mais amplo com a conotação de que prover assistência significa ajudar os mais velhos a viver de uma forma digna, respeitável, inclusiva e apoiada.

Marta alerta para essa nova era: “Não há para onde fugir: a partir de agora, muitos de nós estaremos envolvidos na tarefa de cuidar de quem somos ligados por laços de parentesco ou não; vivendo geograficamente próximos ou distantes; em alguns casos, com vínculos de afeto já construídos, em outros ainda por serem criados. É preciso aprender rápido”.

A partir de suas experiências pessoais e pesquisas, Marta compartilha reflexões sobre o envelhecimento e a longevidade e dá dicas para quem se vê envolvido no ato de cuidar. “O assunto deixou de ser pauta para os próximos anos: é preciso falar hoje sobre o envelhecimento populacional, fenômeno que se destaca como um dos grandes desafios para a sociedade. Tão almejados, os anos a mais demandam uma série de reorganizações na vida e a consequência imediata desta conjuntura é a entrada em cena de seu personagem principal, aquele que cuida.”

Sobre Marta Pessoa

Marta Pessoa foi professora da UFPB e diretora da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, atuando no mundo da Internet acadêmica.

Seu interesse sobre envelhecimento populacional surgiu quando começou a cuidar dos seus idosos.  Aprendeu na prática muita coisa interessante e espera poder dividir este conhecimento com muito mais gente.  Seu sonho é aliar tecnologia, economia solidária e inovação social para a construção de uma cultura de cuidado e respeito com o idoso.

Ficha técnica:
É Tempo de Cuidar – Eles Envelheceram, e agora?

Selo: Editora Batel
Autora: Marta Pessoa
Formato: 14 x 21 cm
176 páginas
Preço de venda: R$ 45,00  (desconto de 35% na pré-venda)
Para saber como comprar o seu basta clicar no link: http://mundoprateado.com/e-tempo-de-cuidar


Deixe um comentário >

Depois de São Paulo, Santos e Tatuí, a psicóloga Maria Celia de Abreu lança “Velhice – uma nova paisagem” (Editora Ágora) em Laranjal Paulista, no dia 19 de maio, às 19 horas, na sede da Apae, Rua José Rodrigo Machado 121, Residencial Solar. A escritora vai fazer palestra sobre Velhice, Preconceito e Novas Paisagens e, em seguida, haverá apresentação da Banda Sinfônica Municipal de Laranjal Paulista, com regência do maestro Fúlvio Antônio Scarme. A promoção é da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Laranjal Paulista.

Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudo, ela propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras. “Com todos os benefícios e percalços, cada um deve encarar a velhice do seu jeito. Não tem receita”, afirma. Em seu livro, Maria Celia traz depoimentos de importantes formadores de opinião, entre eles as atrizes Aracy Balabanian e Eva Wilma, o médico Drauzio Varella, o psicoterapeuta Flávio Gikovate (falecido em 2016), o jornalista Paulo Markun, a dramaturga Maria Adelaide Amaral, a antropóloga Mirian Goldenberg, o professor Mario Sergio Cortella (prefaciador da obra) e o autor de novelas Silvio de Abreu, seu marido.

“Cada vez que a estrada nos introduz em uma nova paisagem, precisamos descobrir a melhor maneira de transpô-la, de vencer obstáculos, e talvez o que já sabíamos no cenário anterior não nos sirva mais”, afirma a autora. Segundo ela, é preciso reunir energias e entusiasmo e nos concentrar em apreender tais novidades, pois essa é a melhor forma de conduzir essa viagem pela vida.


Deixe um comentário >

Em uma noite muito especial a psicóloga Maria Celia de Abreu, coordenadora do Ideac, lançou o livro “Velhice – uma nova paisagem”, na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, em São Paulo. A obra é da Editora Ágora e já está marcado um lançamento em Santos dia 25/03, na Pinacoteca Benedicto Calixto. Maria Celia fez palestra sobre o preconceito que envolve a velhice e, em seguida, autografou seu livro das 19 até 22 horas. E não cansou, estava feliz demais.

Além do marido Silvio de Abreu, vários famosos compareceram ao lançamento, entre eles, Regina Duarte, Irene Ravache, Maria Adelaide Amaral, Eva Wilma, Odilon Wagner, Rubens Ewald Filho, Germano Pereira, Clarice Abujamra, Márika Gidali e a jornalista Christiane Pelajo.


Deixe um comentário >

A psicóloga Maria Celia de Abreu lança nesta segunda-feira (13) o livro “Velhice – Uma nova paisagem”, pela Editora Ágora. Será na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, com palestra às 18h30 seguida de autógrafos. Estudiosa do tema envelhecimento, ela tem vários vídeos no canal de Youtube “O novo da velhice”. Acompanhe suas dicas para aproveitar os pequenos prazeres do dia a dia.

https://www.youtube.com/watch?v=EJcpRZAV2Cw