IDEAC Instituto para o Desenvolvimento Educacional, Artístico e Científico


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Perder-se de si mesmo e daqueles a quem amamos é uma realidade muito triste. No livro “Ausência”, o cotidiano de quem tem a doença Alzheimer é abordado com sensibilidade por Flávia Simonelli, escritora brasileira especialista em desenvolvimento pessoal e aconselhamento biográfico. O livro foi reconhecido e indicado pela ABRAZ- Associação Brasileira de Alzheimer e tem reedição pela Edipro. A obra traz o encontro entre Daniel, um neuropsiquiatra, e Ervin de Apolinário, um conceituado professor universitário, com Alzheimer, além de sua filha, a psicóloga Natasha. Ervin se vê aos poucos perdendo toda a sua bagagem cultural, acadêmica e suas referências sobre si mesmo, o que lhe causa muito sofrimento e produz muitas dificuldades. A autora deu uma entrevista exclusiva para o Ideac e afirma que o maior desafio para quem está passando pelo problema é aceitar que a pessoa com Alzheimer não será mais a mesma de antes e que a relação mudou.

Confira a entrevista:

O esquecimento é um medo real que ronda pessoas principalmente depois dos 60 anos. Como lidar da melhor forma com esse medo?

A questão do medo é algo bastante complexo e frequente na nossa vida hoje. Vivemos a cultura do medo, medo da violência, medo da escassez, medo da solidão, medo da doença, medo da morte. Existe o medo de ter medo, de tanto que esse sentimento nos assusta. E o que o medo nos causa? Por um lado pode gerar paralisia, e até pânico (não é por acaso que há tantas pessoas hoje que vivenciam a síndrome do pânico), por outro, pode gerar ansiedade ou depressão. Isso porque o medo é um sentimento causado por pensamentos negativos. Nossa mente é tão poderosa que é capaz de criar situações ruins e que nós vivenciamos como reais, mesmo que não estejam acontecendo. Pois quando se vive uma dessas situações negativas na vida, forças internas (que muitas vezes nem sabíamos que tínhamos!) se mobilizam e nós, de algum modo, as enfrentamos. O que quero dizer com isso é que o medo é em geral vivido por projeções da mente, pois na realidade, a força da ação e do enfrentamento, numa necessidade real, existe e é mobilizada.

E o mesmo do esquecimento?

O medo do esquecimento, na minha opinião, está ligado ao medo das doenças degenerativas, principalmente do Alzheimer. É o medo de perder suas capacidades cognitivas, sua compreensão do mundo, sua rotina, sua independência como ser humano. É o medo de perder a si mesmo. A melhor forma de lidar com esse medo é olhar para a velhice de outra forma. O idoso já não retém tantas informações como antes. E se não for indício de Alzheimer ou outra doença degenerativa, é algo normal para essa fase da vida. A vitalidade diminui muito, mas o que se ganha na velhice? Ganha-se consciência. A velhice pode ser o momento de maior lucidez, no sentido de perceber o que é essencial no mundo, nas pessoas, na vida… O maior problema é que não se valoriza essa fase da vida. No entanto, a pessoa que chegou à velhice tem um tesouro para dar ao mundo e aos outros: a sua experiência que se tornou sabedoria. Penso que se voltarmos a dar valor ao idoso e saber que ele tem uma nova percepção da vida que só pode brotar com os anos, o medo da velhice diminui muito.

E o que fazer para lidar com esse medo?

É possível adotar um estilo de vida saudável, cuidando da alimentação, do sono, e exercitando o corpo e a mente. Mas tudo isso tem sentido se ao mesmo tempo fizermos o que nos entusiasma, o que aquece nosso coração e alegra o nosso dia, de modo que estejamos tão inteiros em nossas ações que não damos espaço à cabeça para criar medos. Estar presente no mundo fazendo aquilo que move o coração, que aquece, que dá alegria é a maior cura para todos os nossos medos.

A grande dificuldade dos parentes é aceitar que aquela pessoa com Alzheimer não é mais a mesma que eles conheceram. O que pode facilitar esse processo?

Quando escrevia o livro “Ausência”, conversei com muitas pessoas que conviviam com um familiar próximo com a doença de Alzheimer e o que me impressionou é que os sentimentos vividos por aquelas pessoas eram iguais. Todas elas tinham a experiência de assistir à morte homeopática de uma pessoa querida, a sensação de perder aos poucos alguém com quem tinham ligações de afeto. E essa é uma dor que traumatiza, que gera como primeira reação a negação da realidade: “isso não pode estar acontecendo”; depois da negação vem a raiva: “por que comigo?” “por que com meu pai?”, “por que com minha mãe”? A pessoa se revolta contra o destino, não aceita, quer que tudo volte a ser como era antes da doença, até que passa a ter um sentimento de impotência, de tristeza e até depressão. É quando precisa de muita ajuda, muito apoio, para ter forças de aceitar a realidade.

O que pode ajudar?

O que ajuda é justamente aceitar a realidade. Aceitar que a pessoa com Alzheimer não será mais a mesma de antes, e a relação mudou. Agora ela precisará de cuidados e não poderá mais assumir o papel que sempre teve na família. Os familiares próximos se sentem “abandonados”, é como se a pessoa se retirasse aos poucos, fosse embora. Mas não é assim. A pessoa com Alzheimer continua lá, perto, necessitando de atenção. Muitas pessoas vivem essa situação com mais tranquilidade quando se colocam na relação exatamente como acontece no presente. Sem a expectativa de que algo vá mudar e sem a revolta pelo fato que a pessoa não é mais a mesma. Simplesmente vivem o que é. Com certeza, um grande aprendizado.

Como criar memórias que preservem as ausências queridas?

Acredito que todas as pessoas queridas que temos e tivemos na vida não se ausentam. De algum modo enriqueceram nosso coração e jamais deixam de viver em nós. São pessoas que contribuíram para nossas experiências afetivas, na maneira de nos relacionarmos e crescermos como pessoas. É na relação humana que aprendemos a nos conhecer. É na relação humana que nossas “sombras” surgem, e com elas, os desafios e a necessidade de amadurecer emocionalmente e evoluir. Assim, de cada pessoa importante na nossa vida levamos adiante aquilo que foi modificado em nós a partir dessa relação.

O temor de perder a memória pode levar uma pessoa a perder o presente, a vida?

Qualquer temor pode desconectar do momento presente. O que é o temor? É a projeção na mente de que algo de ruim pode acontecer. Quando esse temor é intenso, atrapalha a vida porque enfraquece a vontade de agir, e a pessoa fica paralisada pelo medo. Não toma atitudes, não realiza algo que deseja porque não crê, não tem coragem. Isso é perder a confiança na vida. Entregar-se ao presente, único momento que realmente existe, abre caminhos para as nossas realizações. E esse é um tema de que se tem falado muito, escrito muito.

Quando pensa no seu livro, qual é o perfil de público a que ele se destina?

A grande maioria dos leitores de “Ausência” são mulheres maduras. Pessoas que gostam de uma literatura que aprofunde nos sentimentos, nas percepções e nos questionamentos da vida e das relações. Mas tive já retorno de leitores bem jovens que se sensibilizaram demais com a história.

Parentes de pessoas que tiveram uma vida muito plena e ativa têm mais dificuldade para entender a doença?

Penso que ver uma pessoa que foi ativa apagar sua mente, seu conhecimento, sua experiência, gera um grande inconformismo. Então, para os parentes não é fácil lidar com a perda da imagem que tinham dessa pessoa, e do lugar que ela ocupava na família. Fica um lugar vazio. O desafio para a aceitação dessa realidade é muito duro para todos, e acredito que o que conta mesmo é o quanto se pode entrar no fluxo do amor, e que pode superar tudo. Talvez seja o desafio da nossa época, e que vale para todos nós seres humanos, em qualquer situação: sair da mente e entrar no coração.

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Sábado é Dia Mundial do AVC. Aprenda a se prevenir

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O AVC ou Acidente Vascular Cerebral é a segunda causa de morte no Brasil e primeira causa de incapacidade. O tema é sério e justamente por isso a Academia Brasileira de Neurologia e a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares promovem neste sábado (29), em São Paulo, várias ações em campanha pelo Dia Mundial do AVC. Estações de metrô e parques públicos receberão tendas que funcionarão como pontos de informação sobre sintomas e prevenção da doença, além de hospitais que oferecerão palestras e cursos. No metrô os interessados podem procurar as equipes nas estações Sé, Barra Funda, República e Tatuapé do metrô, e ainda no Parque da Água Branca. Residentes em neurologia e estudantes de medicina, supervisionados por professores, explicarão à população como prevenir, detectar e tratar esta doença. A seguir, aplicarão questionário para detecção do grau de conhecimento da população a fim de orientar futuras campanhas e políticas de saúde.

Urgência

O AVC é uma emergência e o atendimento ao paciente é fundamental o mais rápido possível, de preferência em até quatro horas. O atendimento especializado em Unidade de AVC eleva em 14% a chance de recuperação. Quando o doente chega tardiamente ao hospital, as possíveis alternativas de tratamento são mais limitadas. O Acidente Vascular cerebral acomete, anualmente, 17 milhões de pessoas em todo o mundo; destas, 6,5 milhões morrem e uma boa parcela vive com incapacidade permanente. “Quem sofreu um AVC, pode ter de conviver com sequelas: isso compromete a sua qualidade de vida, mas pode não comprometer totalmente as atividades da vida diária, uma vez que é possível ter reabilitação, reestruturação física e recuperação de contato social. Um tratamento multidisciplinar é essencial para se atingir resultados mais efetivos, assim como o apoio da família”, enfatiza dr. Rubens Gagliardi, diretor científico da ABN

Sintomas

Popularmente conhecido por derrame cerebral, o AVC ocorre quando parte do cérebro sofre infarto, geralmente devido a uma falha na circulação do sangue. O AVC também pode ser chamado de AVE (acidente vascular encefálico), á que o encéfalo engloba não só o cérebro, mas também o cerebelo, hipotálamo e o tronco cerebral, áreas do sistema nervoso central passíveis de sofrer infarto. Alguns sintomas são formigamentos nos membros inferiores ou no rosto, paralisias e dificuldades para se movimentar, fraqueza muscular, dor de cabeça intensa e repentina, dificuldades para caminhar e manter o equilíbrio e problemas para falar ou entender o que os outros dizem (fala arrastada) e problemas de visão, entre outros.


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Amigos ou familiares geralmente são os primeiros a notar pequenas mudanças na pessoa. Pode ser um braço ou uma perna movimentando-se menos do que o outro lado, a expressão facial que perde a espontaneidade (como se fosse uma máscara) ou até mesmo a diminuição da frequência com que a pessoa pisca o olho. Embora não exista a cura para o Mal de Parkinson, cuidados adequados e tratamento correto auxiliam os indivíduos a terem mais qualidade de vida. “Mas, para isso é necessário ficar atento aos primeiros sinais, para que a doença seja tratada desde o início. Em muitos casos, os movimentos tornam-se mais vagarosos, a pessoa permanece por mais tempo em determinada posição e parece um tanto rígida”, explica Feres Chaddad Neto, o neurocirurgião e professor de Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

À medida que a doença progride, aparecem outros sintomas que devem ser levados em conta. “O tremor é geralmente o primeiro a ser notado pelo paciente e acomete primeiramente um dos lados, usualmente uma das mãos, mas pode se iniciar em um dos pés. Segurar um objeto ou ler o jornal podem se tornam atividades árduas”, completa Chaddad.

A incidência da doença é alta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos é afetada pela doença e só no Brasil o número de pessoas atingidas chega a 200 mil. O Parkinson, também conhecido como Mal de Parkinson, é uma enfermidade degenerativa, crônica e progressiva, que atinge, em geral, pessoas mais velhas, a partir dos 60 anos. O neurocirurgião Feres Chaddad Neto diz que “a doença ocorre pela perda de neurônios da chamada substância negra, responsáveis por sintetizar a dopamina (neurotransmissor indispensável para o funcionamento do cérebro), cuja diminuição provoca sintomas motores como tremor, rigidez muscular, diminuição da velocidade dos movimentos e distúrbios do equilíbrio e da marcha”. Além desses sinais, o médico aponta para o surgimento de depressão, alterações do sono, diminuição da memória e distúrbios do sistema nervoso.

O neurocirurgião afirma que os motivos da degeneração ainda são desconhecidos, mas fatores genéticos e outros podem desencadear a síndrome, como:

• Uso exagerado e contínuo de medicamentos, como a cinarizina, usada para aliviar tonturas e melhorar a memória, a qual pode bloquear o receptor que permite a eficácia da dopamina.

• Trauma craniano repetitivo, como no caso de lutadores de boxe.

• Isquemia cerebral, quando entope a artéria que leva sangue à região do cérebro responsável pela produção de dopamina.

• Ambientes tóxicos, como indústrias de manganês (de baterias, por exemplo), de derivados de petróleo e de inseticidas.

As estratégias de tratamento dividem-se em medidas farmacológicas, não-farmacológicas e tratamento cirúrgico. Além disso, o neurocirurgião alerta para a existência de uma série de hábitos que ajudam as pessoas a enfrentar as alterações orgânicas e psicológicas decorrentes da doença. “O suporte psicológico médico e familiar deve ser estimulado. Como muitos pacientes desenvolvem depressão é recomendável o uso de antidepressivos, bem como terapia ocupacional, grupos de apoio e o incentivo à práticas moderadas de exercício físico”, acrescenta.

Embora não exista a cura para o Mal de Parkinson, o neurocirurgião esclarece que os cuidados auxiliam os indivíduos a terem mais qualidade de vida. “Mas, para isso é necessário ficar atento aos primeiros sinais, para que a doença seja tratada desde o início”.


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No meio do peito, bem atrás do osso externo, aquele onde a gente toca quando diz “eu”, fica uma pequena glândula chamada “timo” e que faz parte do sistema imunológico. É onde se dá a maturação de um tipo de célula de defesa, o linfócito T, essencial para a resposta imunológica do organismo.

Em grego thymos significa “Energia Vital”. Sua cor é variável, vermelha no feto, branco-acinzentada nos primeiros anos de vida e tornando-se depois, amarelada. O timo, plenamente desenvolvido, é de formato piramidal, encapsulado e formado por dois lobos fundidos. Por ocasião do nascimento pesa de 10 a 35g e continua crescendo de tamanho até a puberdade, 15 anos, quando alcança um peso máximo de 20 a 50g. Daí por diante, sofre atrofia progressiva até pouco mais de 5 a 15g no idoso.

Augusto César Mazolla, professor de Meditação do Ideac, diz que é preciso estimular o timo para garantir as defesas do organismo. Segundo ele, ódio, mágoas e ideias negativas têm mais poder sobre ele do que vírus ou bactérias, baixando a nossa imunidade, trazendo doenças como o herpes, por exemplo, Por outro lado, amor, afetividade, generosidade e alegria fazem muito bem ao timo e ao nosso corpo físico e mental. O próprio Chacra Cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem a ver com essa glândula! É nesse chacra que segundo os Budistas ensinam se dá a Passagem do Estágio Animal para o Estágio Humano.

Durante o curso de Meditação, Augusto dá dicas muito práticas e aprender a estimular o timo é uma delas. Quer aprender? Você pode fazer a prática pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir. Vamos praticar?

1. Fique de pé com os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma que a distância entre os ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos dos pés, aliviando o peso dos calcanhares e mantenha-se relaxado.

2. Feche qualquer uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o ritmo assim: uma pancada forte e duas fracas – por mais ou menos 3 a 5 minutos, respirando calmamente, observando a vibração que isso causa em seu tórax. Esse exercício atrai sangue e energia para o timo, aumentando a vitalidade, coragem, calma e a nutrição emocional. (Fonte: Sonia Hirsch – jornalista e pesquisadora naturista).

 


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O Acidente Vascular Cerebral é um problema seríssimo que afeta 16 milhões de pessoas no mundo, todos os anos. O importante, como alertam os especialistas do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Academia Brasileira de Neurologia (ABNeuro), é evitar os fatores de risco aprender os sintomas para garantir atendimento médico rápido para o paciente. Para saber se alguém está sofrendo um AVC é preciso pedir que ela sorria, levante os dois braços e diga uma frase simples. Caso o sorriso fique torto, um dos braços caia e ela não consiga repetir a frase, não necessariamente os três sintomas, provavelmente esta pessoa está sofrendo um AVC e deve ser encaminhada imediatamente para um hospital. O paciente deve ser avaliado de forma bem precoce e receber tratamento em até quatro horas e meia para que as sequelas sejam menores. O AVC tem boa possibilidade de prevenção, desde que tomados os devidos cuidados.

“Quanto mais pessoas souberem que é possível prevenir o AVC e que, na fase aguda, o serviço médico deve ser acionado imediatamente, menor o número de pessoas sequeladas”, defende Hideraldo Cabeça, conselheiro federal pelo Pará do Conselho Federal de Medicina (CFM) e membro titular da ABNeuro.

Os principais sintomas da fase aguda do AVC são: Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo; Sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo; perda súbita de visão em um olho ou nos dois olhos; – Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem; Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.

Desconhecimento

De acordo com estudo da USP, é significativo o número de pessoas que apesar de saberem o que é um AVC não sabem como agir diante da ocorrência de um

O brasileiro não sabe quais são os principais sintomas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, o que dificulta sua identificação em caso de ocorrência e pode comprometer a rapidez necessária para se fazer o diagnóstico e se iniciar as etapas de tratamento em caso de crise aguda.  Essa é a principal conclusão de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que ao longo dos últimos anos tem aplicado questionários junto à população para medir o grau de percepção sobre a doença e os riscos que ela traz.

Um dado que chama a atenção é que de cada 10 entrevistados quase três não sabem identificar qualquer um dos sintomas e sinais relacionados ao AVC em sua fase aguda. Dos que citaram algum sinal, 40% mencionaram formigamento no rosto, braços ou pernas; 31% apontaram a dor de cabeça súbita de causa desconhecida; 23% a tontura, dificuldades de locomoção e falta de equilíbrio e coordenação; 22% elencaram a fraqueza nos membros inferiores e superiores; e 22% afirmaram que o doente apresenta confusão mental e dificuldade de falar ou entender. “Os sintomas são realmente esses, mas a dor de cabeça, por exemplo, que está colocado como um dos principais sinais, não ocorre em todos os AVC e também pode indicar outra doença”, explicar o neurologista Marcel Simis, professor do Instituto de Medicina Física e Reabilitação da Universidade de São Paulo e um dos coordenadores do estudo que este ano terá mais uma rodada no próximo dia 29 de outubro.

Prevenção

Sobre as medidas de prevenção chamou a atenção no trabalho realizado o percentual significativo de pessoas (23%) que não sabem citar ao menos uma medida que ajuda a evitar o aparecimento do AVC. Por outro lado, o grupo que indicou conhecimento de algumas dessas atitudes foi capaz de relacionar nove delas. A mais citada foi a adoção de alimentação saudável (56%). Na sequência, vieram: atividade física (50%); controle da pressão arterial (32%); evitar a gordura no sangue (18%); evitar o diabetes (9%); combater a obesidade (14%); evitar o fumo (21%); evitar o álcool em excesso (15%) e combater o estresse (21%).

As conclusões com base em dados coletados em 2013 e 2014 também sugerem a dificuldade dos entrevistados em agir diante do problema. Para 32% deles a reação diante de um AVC seria uma incógnita, pois não saberiam o que fazer caso alguém próximo tenha um.  “Isso é muito grave. Infelizmente, as pessoas têm uma tendência a esperar que a dor passe e no caso do AVC não dá para aguardar, pois quanto maior a demora, maior a região do cérebro a ser atingida”, alerta Simis. Dos que informaram uma atitude, 66% procurariam um pronto socorro e apenas 2,6% sabiam da importância de consultar o relógio para anotar a que horas os sintomas começaram. Essa prática é fundamental para que o médico seja informado a que horas o Acidente Vascular Cerebral começou a se manifestar, o que será decisivo para a condução do melhor tratamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC provoca uma morte a cada cinco minutos no Brasil e mata mais do que a Aids, a tuberculose, a malária e a gripe H1N1 juntas: são cerca de 68 mil mortes por ano.

O principal fator de risco para a ocorrência do AVC é a hipertensão arterial. Em seguida, vem a arritmia cardíaca, diabetes, tabagismo, colesterol alto e obesidade. Todos estes são considerados modificáveis. Os não modificáveis são a idade, a raça e a herança genética. Pessoas maiores de 55 anos e negras são mais propensas, por exemplo, a ter um AVC.

“É preciso alertar que a maioria dos AVC ocorre por fatores modificáveis. Uma alimentação inadequada, com muito sal e açúcar, aliada ao sedentarismo e à obesidade, são hábitos que propiciam o surgimento do AVC”, afirma o neurologista Hideraldo Cabeça, representante do Pará no Conselho Federal de Medicina (CFM). “A prevenção é o melhor caminho para contermos a doença”, completa Rubens Gagliardi.

Dois tipos, os mesmos sintomas – Há dois tipos de AVC e cada um requer um tratamento específico. O mais comum, que responde por 85% dos casos, é o AVC isquêmico (quando há entupimento da artéria por um coágulo). O outro é o hemorrágico, presente na ruptura de um vaso sanguíneo. Em ambos, a parte do cérebro afetada não recebe o oxigênio necessário e neurônios começam a morrer. Os sintomas também são os mesmos.

Chegando ao hospital, o paciente deve ser submetido a exames clínicos e de imagem, que mostrará a localização, a extensão e o tipo do AVC. “Não podemos iniciar nenhum tratamento específico sem a realização de uma tomografia do crânio”, explica Rubens Gagliardi. O tratamento dependerá do tipo de AVC: enquanto o isquêmico requer a dissolução do coágulo com remédios trombolíticos; no hemorrágico, esta conduta é contraindicada.

Na maioria dos casos, o AVC deixa sequelas. As principais consequências são a diminuição de força na metade do corpo − que ocorre em 85% dos casos −, dificuldade para falar e depressão. Também pode ocorrer incontinência urinária e comprometimento da sensibilidade de extremidades do corpo. Há AVCs mais leves, nos quais os sintomas são quase imperceptíveis, o que leva o paciente a não procurar atendimento médico. Essa atitude é aponta pelos especialistas como um erro. É importante procurar tratamento, pois o paciente pode sofrer outro AVC mais forte em decorrência do que não recebeu tratamento.

Quanto maior a demora, maior a probabilidade de que o paciente fique com alguma sequela e fique incapacitado para o trabalho ou outras atividades.

De acordo com a assessoria da Rede Sarah, uma das maiores do País especializada na reabilitação de pessoas com problemas de locomoção, aumentou o número de pacientes com menos de 45 anos que têm procurado a instituição para a realização de tratamento neurológico em decorrência do AVC. No ano passado, os hospitais da Rede realizaram 3.237 internações do tipo, num universo de 17.830. Desses atendimentos, muitos foram realizados em pacientes com menos de 45 anos.


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Acidente Vascular Cerebral (AVC ou derrame cerebral) é a segunda principal causa de morte no mundo em indivíduos acima de 60 anos e a quinta maior causa entre 15 e 59 anos. No Brasil, o Ministério da Saúde aponta o derrame cerebral como a enfermidade que mais mata, superando o câncer e o infarto. Os fatores de risco são praticamente os mesmos que provocam o infarto no coração: hipertensão arterial (pressão alta); colesterol elevado; fumo; diabetes; histórico familiar; ingestão de álcool; vida sedentária; excesso de peso; e estresse.

O neurocirurgião Feres Chaddad Neto, diz que o AVC pode ser decorrente de lesões cerebrais relacionadas a patologias que acometem artérias e veias. “De forma geral, podemos dividir os AVCs em dois subtipos: o hemorrágico e o isquêmico. O AVC hemorrágico ficou popularmente conhecido como derrame, porque ocorre um extravasamento de sangue para o parênquima cerebral. No entanto, esse termo não é reconhecido na terminologia médica. O isquêmico é o decorrente da obstrução de uma artéria, gerando um infarto na região irrigada por ela.”

O AVC isquêmico traz como sintomas mais frequentes a perda repentina da força muscular e da visão; dormência ou formigamento no rosto, braço ou perna; dificuldade para se comunicar e compreender (a fala fica arrastada, por exemplo); tontura e alteração da memória. No caso do AVC hemorrágico, o principal sintoma é dor de cabeça aguda e repentina. Mas há também aumento da pressão intracraniana com perda da consciência; náuseas e vômitos; e déficits neurológicos, semelhantes aos provocados pelo acidente vascular isquêmico.

O AVC pode ser prevenido com o controle do tabagismo, da hipertensão, das dislipidemias (ou seja, alterações do metabolismo que geram aumento do colesterol total e do ruim, diminuição do colesterol bom e aumento das triglicérides) e com a realização de atividades esportivas. No entanto, doenças específicas como os aneurismas intracranianos devem ser pesquisados nos familiares de pacientes que tenham uma história da doença envolvendo parentes de primeiro grau.

O médico explica que “quando a pessoa sente uma forte dor de cabeça, diferente de tudo o que já sentiu, deve ir rapidamente para o hospital. O socorro tem de ser imediato. Quanto mais tempo leva para ser atendido, maior as chances de morte e sequelas. Por isso, o fator resgate é o que define a melhora ou piora desse paciente”, alerta o médico.  A utilização de certo medicamento, como o Viagra pode aumentar as chances de se ter um AVC, pois seu efeito é aumentar agudamente a pressão para que haja ereção. E é justamente esse aumento de pressão que leva ao rompimento do aneurisma ou ao infarto do miocárdio. Por isso, os homens que precisam tomar Viagra devem fazer angiotomografia e angiorressonância para saber se está tudo bem, se não têm um aneurisma, pois se souber antes não vão morrer no ato. A prevenção é tudo. Outro esclarecimento o médico é sobre a prática esportiva. Não é incomum a ocorrência de AVCs durante partidas e exercícios físicos. Durante a prática esportiva, há picos de pressão. Caso a pessoa tenha um aneurisma, correrá mais chances de que ele se rompa, gerando uma hemorragia cerebral. Para que isso seja evitado é fundamental que profissionais do esporte, treinadores, diretores e presidentes de clube, bem como qualquer pessoa que pratique esporte, realizem exames preventivos para que possam continuar suas atividades físicas.

Muitos não sabem, mas o risco de acidentes vasculares cerebrais em jovens é bastante grande, pois, diferentemente de pessoas mais velhas, ainda não desenvolveram plenamente a circulação colateral. Um jovem pode ter um bom fluxo sanguíneo, uma circulação adequada, mas pode não ter uma circulação colateral desenvolvida, que são vias alternativas para a chegada do sangue ao cérebro. Assim como um rio vai criando caminhos quando encontra barreiras, também no ser humano o sistema circulatório vai buscando canais opcionais de fluxo sanguíneo quando há obstrução por placas de gordura, por exemplo. Nas pessoas mais velhas, há a circulação colateral, que ainda não foi desenvolvida no jovem, mesmo que este pratique esporte.

Sobre o neurocirurgião

Feres Chaddad Neto é graduado em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com residência em Neurocirurgia pela mesma universidade. Fez especialização (fellowship) em Microcirurgia Vascular e para Tumor pelo Instituto de Ciências Neurológicas, mestrado e doutorado em Neurologia pela Universidade de Campinas (Unicamp), fellowship em Anatomia Microcirúrgica na Universidade da Flórida (EUA). Atualmente é professor adjunto de Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde é chefe da Neurocirurgia Vascular. É neurocirurgião em diversos hospitais no Brasil e no exterior.


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olhos

Terapeuta Ocupacional, Especialista, Mestre, e Instrutora do método Self-healing de Meir Schneider, a doutora Tatiana tem um portal onde você pode acessar os mais variados exercícios para melhorar sua visão, tirar suas dúvidas, acompanhar a programação de suas aulas práticas e gratuitas no Parque Villa-Lobos e conferir todas as dicas gratuitas atualizadas com muita frequência. Ela ensina exercícios que agem não só nos sintomas, mas também nas causas dos problemas visuais e corporais e acredita que é possível e desejável ter olhos e corpo cada vez mais saudáveis em qualquer idade. Em seu site há um vídeo especial sobre a Diplopia – Como melhorar a Visão 3D e manter o equilíbrio entre os dois olhos, evitando o estresse mental e emocional causado pelo desequilíbrio. Esse problema ocorre por diversas causas, seja ela muscular, neurológica, consequência de traumatismos ou acidentes, ou insuficiência de convergência, dentre outros fatores. Mas ela alerta que a Diplopia tem cura e tratamento pelo Self Healing, com que ela trabalha há quase dez anos. “Estimular e buscar o equilíbrio entre o olho direito e esquerdo é princípio fundamental para melhorar a visão”, diz.

No Parque Villa-Lobos, em São Paulo, ela realiza um trabalho voluntário para levar ao maior número de pessoas a transformação da saúde dos olhos e corpo, de forma prática, divertida, em um grupo acolhedor e encontros muito agradáveis ao ar livre. Os  encontros acontecem 2 sábados por mês, das 9:00 às 10:00, bem em frente ao anfiteatro do Parque Villa Lobos em São Paulo capital.

Para saber mais:
http://www.metodoselfhealing.com.br