IDEAC Instituto para o Desenvolvimento Educacional, Artístico e Científico


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Por Maria Celia de Abreu (coordenadora do ideac)

Gostamos de dizer que festas promovidas pelo Ideac são boas para velhos. Foi assim, por exemplo, com o Convescote no Guarujá (junho / 2017), com o Carnaval à Moda Antiga (fevereiro / 2018) e recentemente com a Festa Caipira (junho / 2018).  Muitos nos questionam: o que quer dizer isso?

Isso quer dizer que o foco principal de todo o planejamento da festa é satisfazer o velho, respeitando suas características físicas e emocionais. Adultos jovens, adolescentes e crianças são muito benvindos, mas não são os convidados que mais queremos agradar.

As condições ambientais são pensadas para serem apropriadas e agradáveis para velhos: há assentos disponíveis, há espaço suficiente para não se gerarem filas e aglomerações, as toaletes são alcançados sem escadas, o som ambiente fica num volume audível, mas que permite conversas em tom normal, o horário é vespertino.

Além disso, as músicas são cuidadosamente selecionadas, procurando remeter à memória afetiva do velho; as danças propostas envolvem movimentos simples, pouca habilidade e nenhuma exigência de que se forme um par homem-mulher.  Em brincadeiras coletivas, os envolvidos não se sentem testados, nem são forçados a se exibir a contragosto; se há prendas e presentes, estes são pensados para agradar a pessoas mais velhas, e a homens e mulheres igualmente.

As comidas oferecidas, de qualidade, como se espera, também recebem atenção especial; por exemplo são fáceis de serem consumidas, e frituras não existem.

Cores, aconchego, alegria, liberdade, aceitação de limitações, referências a épocas passadas, estímulos a memórias afetivas, descompromisso com imagem projetada são elementos que estão sempre presentes em altas doses.

Essa tem sido nossa receita. Agora foi revelada. Que surjam então muitas festas e que velhos sejam figuras centrais nelas!

Receita de sucesso

Se depender das mensagens recebidas por vários meios, a Festa Junina foi um sucesso. Ao Ideac e à Comissão Organizadora (Valeska Nakad, Cleide Martins, Ivani Cardoso, Sônia Fuentes e Maria Celia de Abreu) foram enviadas muitas mensagens por whatsapp, e umas poucas por e-mail, dando-nos feedback sobre essa nossa comemoração que honra as raízes do folclore brasileiro.  Foi a primeira vez que o Ideac se aventurou a oferecer uma Festa Junina, sempre fiel à diretriz de atender primordialmente ao idoso, e essas mensagens nos asseguram que valeu a pena!

Compartilhamos com vocês algumas delas:

Mensagens fazendo comentários genéricos:

– A festa foi muito boa!

– Deliciosa festa caipira

– Que delícia de festa junina!

– Foi muito legal!!

– Que bela festança!

– Diverti bastante!

– Fiquei feliz em ter participado da Festa Junina do Ideac.

– Estava muito gostoso! Adorei!

– Adoramos a festa junina! Muito aconchegante e linda. O pessoal estava alegre e dançante.

– Tá tudo um primor e no maior capricho! Parabéns ela organização da festança!

– Linda festa. Parabéns turma trabalhadeira. Adoramos!

– Fizemos valer aquele momento da Festa Junina, com certeza!

 

Houve agradecimentos:

– Obrigada!!! Adorei a festa.

– Agradeço mais esta oportunidade de viver lindos momentos!

– Agradecemos pelo convite e acolhida. Foi muito agradável.

– Minha mãe, minha irmã e eu… agradecemos pela atenção, carinho, acolhida…

 

Alguns comentários destacaram aspectos específicos:

– A Festa Junina do Ideac estava o máximo, caprichada na decoração, doces divinos, animadíssima! Amei!!!

– Privilégio meu estar em companhia de pessoas tão incríveis! Mega feliz com o resultado! Fiquei emocionada com a quadrilha e com a alegria das crianças nas brincadeiras – foi lindo! Parabéns a todas.

– Adorei! Turma como sempre muito animada e divertida. Fora as prendas! Putzgrila!!! As meninas fizeram a festa e voltamos com a sacola cheia! Não eram prendas, eram presentes! Parecia aniversário.

– Adorei as pessoas, adorei o lugar e principalmente a música cantada maravilhosamente juntamente com conjunto.

– O local escolhido é encantador e a organização foi excelente nos enfeites, jogos, músicos e na quadrilha – não dançava em uma desde a infância!

– A quadrilha foi muito legal!

– A Lucy grávida estava demais.

– Parabéns aos dançarinos!!!

– Jader e Deca arrasaram na dança.

– Casal animado, hein?

– Arrasaram!!!

– O grupo é muito simpático e gostei bastante das pessoas com quem conversei. Foi uma tarde agradabilíssima.

 

Também recebemos protesto e sugestão:

– Estava ótima, adorei, pena que terminou cedo…

– Quero mais festa junina!

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Domingo (4) é dia de serpentina, marchinhas, fantasias e muita animação como nos velhos Carnavais. O Ideac realiza o Carnaval à antiga, das 14 às 18 horas, em uma chácara aconchegante na Granja Viana. A produção da festa fica por conta do ator, professor e diretor Jorge Julião. A fantasia faz parte da festa, mas quem ainda não encontrou a sua pode improvisar com máscaras, colares, maquiagem e muita animação. O mais importante é vestir a fantasia da alegria e curtir a festa, conhecer novas pessoas, brincar, cantar e dançar em um clima saudável. Além da música, haverá batidinhas, cerveja, água e sucos e algumas comidinhas para garantir energia para a folia.


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Era 1899 e surgia a primeira marchinha carnavalesca registrada na história do carnaval brasileiro. Chiquinha Gonzaga fez a canção para a escola Rosas de Ouro do Rio de Janeiro, o que impulsionou o sucesso da escola e também se tornou a sua canção mais popular e ajudou a marcar definitivamente esse gênero. Ela morava no bairro do Andaraí onde o cordão Rosa de Ouro tinha a sua sede. Naquela tarde ensaiavam. A maestrina sentou ao piano e compôs a música inspirada no cordão. Bom para nós que até hoje cantamos sua marchinha.

E por que a força das marchinhas continua? João Roberto Kelly disse certa vez:  “O samba-enredo você escuta nos desfiles do sambódromo, mas para os blocos, ruas e nas piadas, para dançar sozinho ou em grupo, o ritmo é a marchinha”. Regina Duarte e Gabriela Duarte interpretaram a autora em uma minissérie de sucesso da TV Globo. Olha só, também é um tema para a fantasia.

Recordar é muito bom e você pode viver isso durante o Carnaval à antiga do Ideac, programado para o próximo domingo (4/02), das 14 às 18 horas em uma chácara na Granja Viana. Você escolhe a fantasia e o preço é R$ 110,00. Inclui toda animação, brincadeiras, comidinhas e bebidas (água, sucos, cerveja e refrigerante).

Informações: Inscrições pelo e-mail cadastro@ideac.com.br ou pelos telefones (11) 3885-0091 e (11) 99946-3554.

E para quem quer recordar, aqui vai nossa Chiquinha e seu O abre alas:

https://www.youtube.com/watch?v=m_vaRKqCDYM


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foto Jader Andrade

Nesses últimos dias, muita gente fez essa pergunta para Maria Celia de Abreu, psicóloga e coordenadora do Ideac. Ela responde:

“No meu convívio profissional de anos com pessoas mais velhas, percebo que há uma lacuna da nossa cultura no setor de lazer. Muitos idosos não encontram ambiente onde possam conviver com outras pessoas, de qualquer idade, se sentindo respeitados, prestigiados e integrados.

As atividades que o Ideac oferece são em sua maioria grupos para reflexão, para aprendizados, para desenvolvimento de habilidades, palestras, textos, enfim, atividades intelectualizadas –  e os participantes fazem avaliações altamente positivas deles.

Vez ou outra, o Ideac oferece eventos com duração de um só dia, que envolvem fazer novos conhecidos, conviver com pessoas já conhecidas, sair da rotina, brincar, se expressar, compartilhar uma refeição, se sentir livre e descompromissado. É emocionante constatar as expressões de felicidade nos rostos dos que foram nos nossos Fotografando no Campo, Meditando no Campo, Dançando no Campo, Fotografando na Praia, Dançando na Praia, Convescote de Natal!

Em breve teremos o evento Carnaval à moda antiga. Há velhos elitistas que torcem o nariz e acham um baile de carnaval brega demais para eles; há os que autenticamente não apreciam marchinhas, fantasias, serpentinas; e há a grande maioria que se diverte, que se envolve com os preparativos, percebe no evento uma oportunidade rara de se divertir com alegria, respeito, criatividade, liberdade; há mesmo idosos que insistem em levar filhos e netos para mostrar como eram os carnavais das suas adolescências!

O Ideac valoriza muito vivências afetivas, pois as pesquisas científicas indicam que esse é o principal fator de saúde e felicidade na longevidade. Esse Carnaval à moda antiga é para isso. Secundariamente, há também o objetivo de valorizar uma tradição brasileira. Financeiramente, o evento é um fracasso para o Ideac; do ponto de vista de proporcionar momentos de alegria e afeto, é um empreendimento de sucesso pleno!

 

Carnaval à antiga do Ideac

Data: 4 de fevereiro, das 14 às 18 horas

Local: Chácara na Granja Viana

Convite: R$ 110,00 com direito a música, batidinhas, comidinhas, cerveja, água e sucos.

Inscrições e maiores informações: pelo e-mail cadastro@ideac.com.br

ou pelos telefones (11) 3885-0091 e 99946-3554


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Vestiu uma camisa listada e saiu por aí… Junte-se a ela uma calça ou macacão branco, um quepe e está pronta sua fantasia de marinheiro ou marinheira. Fácil né? O bom é que você de fantasia entra no clima e concorre ao prêmio para a fantasia mais criativa. Sim, nossa festa vai ter muita diversão. Para quem gosta de exercer a criatividade e não quer ter o trabalho de sair e alugar, seguem outras dicas simples:

  1. Bruxa – Vestido preto, maquiagem bem carregada, se conseguir fazer o chapéu de papelão, melhor ainda. E a cara de má, claro;
  2. Anos 60 – Saia rodada (de bolinhas fica o máximo), coletinho, coque ou cabelo armado, meia soqueta e sapatilha; para ele, o mesmo estilo;
  3. Velho oeste – calca jeans, bota, camisa xadrez e chapéu, para os dois;
  4. Zorro – roupa preta e máscara preta. Olha a moleza dessa;
  5. Espanhola – Blusa ou top preto com uma saia justa vermelha ou outra cor bem viva, acessórios vermelhos e uma flor bem grande no cabelo;
  6. Vampiros – Roupas pretas e capricho na maquiagem, com sangue escorrendo pela boca para complementar o look;
  7. Viúva Porcina – Personagem da Regina Duarte em Roque Santeiro, dá para viajar bastante. O over é o máximo!
  8. Índio – Calça cáqui, blusa cáqui, coloque umas franjas vermelhas, pinte o rosto e pronto!
  9. Vedete – Um vestido preto, meia arrastão;
  10. Pirata – Calça e camiseta (colete melhor ainda) e um lenço amarrado na cabeça.
  11. Cozinheiros – Roupa toda branca ou preta, um avental, uma colher de pau;

Que tal, se animou? E não esqueça, o Carnaval à antiga do Ideac será dia 4 de fevereiro, das 14 às 18 horas, em uma chácara aconchegante na Granja Viana. Convite: R$ 110,00 com direito a música, batidinhas, comidinhas, cerveja, água e sucos.

Inscrições pelo e-mail cadastro@ideac.com.br ou pelos telefones (11) 3885-0091 e 99946-3554.

 

 

 

 


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foto Jader Andrade

 Falar sobre a velhice é uma forma de afastar ideias preconcebidas e encarar essa fase da vida com mais naturalidade e otimismo. A psicóloga Maria Celia de Abreu, coordenadora do Ideac, estará em São José do Rio Preto no dia 30 de novembro, a partir das 19 horas, para lançar a obra “Velhice, uma nova paisagem” (Editora Ágora) na Saraiva do Rio Preto Shopping Center, à Avenida Brigadeiro Faria Lima, 6363, Jardim Morumbi.

Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudo, Maria Celia  propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras. “Com todos os benefícios e percalços, cada um deve encarar a velhice do seu jeito. Não tem receita”, afirma.

Complementando a obra, há depoimentos de importantes formadores de opinião, entre eles as atrizes Aracy Balabanian e Eva Wilma, o médico Drauzio Varella, o psicoterapeuta Flávio Gikovate (falecido em 2016), o jornalista Paulo Markun, a dramaturga Maria Adelaide Amaral, a antropóloga Mirian Goldenberg, o professor Mario Sergio Cortella (prefaciador da obra) e o autor de novelas Silvio de Abreu, seu marido. Espalhados pelo livro, os depoimentos revelam diferentes opiniões, diferentes paisagens.

“Cada vez que a estrada nos introduz em uma nova paisagem, precisamos descobrir a melhor maneira de transpô-la, de vencer obstáculos, e talvez o que já sabíamos no cenário anterior não nos sirva mais”, afirma a autora. Segundo ela, é preciso reunir energias e entusiasmo e nos concentrar em apreender tais novidades, pois essa é a melhor forma de conduzir essa viagem pela vida.

Segundo a psicóloga, partindo dessa imagem da vida, fixamos o conceito de que cada fase tem suas características. A velhice, segundo ela, é apenas uma dessas fases. Não se define por acumular perdas em relação a momentos passados, mas por ter paisagens diferentes das já conhecidas. “A chave para fazer uma viagem alegre, produtiva e saudável pela estrada sem volta da vida está em ter muita flexibilidade para se adaptar a cada nova paisagem e tirar de cada uma delas o que de melhor possa nos proporcionar”, complementa.


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O Ideac publica hoje uma homenagem ao grande Jorge Luis Borges com seu poema “Elogio da sombra”, em que ele fala sobre a velhice. O tema inspirou muitos escritores famosos e vale a pena voltar a esses textos primorosos.

Elogio da sombra

(Jorge Luis Borges)


A velhice (tal é o nome que os outros lhe dão)
pode ser o tempo de nossa felicidade.
O animal morreu ou quase morreu.
Restam o homem e sua alma.
Vivo entre formas luminosas e vagas
que não são ainda a escuridão.
Buenos Aires,
que antes se espalhava em subúrbios
em direção à planície incessante,
voltou a ser La Recoleta, o Retiro,
as imprecisas ruas do Once
e as precárias casas velhas
que ainda chamamos o Sul.
Sempre em minha vida foram demasiadas as coisas;
Demócrito de Abdera arrancou os próprios olhos para pensar;
o tempo foi meu Demócrito.
Esta penumbra é lenta e não dói;
flui por um manso declive
e se parece à eternidade.
Meus amigos não têm rosto,
as mulheres são aquilo que foram há tantos anos,
as esquinas podem ser outras,
não há letras nas páginas dos livros.
Tudo isso deveria atemorizar-me,
mas é um deleite, um retorno.
Das gerações dos textos que há na terra
só terei lido uns poucos,
os que continuo lendo na memória,
lendo e transformando.
Do Sul, do Leste, do Oeste, do Norte
convergem os caminhos que me trouxeram
a meu secreto centro.
Esses caminhos foram ecos e passos,
mulheres, homens, agonias, ressurreições,
dias e noites,
entressonhos e sonhos,
cada ínfimo instante do ontem
e dos ontens do mundo,
a firme espada do dinamarquês e a lua do persa,
os atos dos mortos,
o compartilhado amor, as palavras,
Emerson e a neve e tantas coisas.
Agora posso esquecê-las. Chego a meu centro,
a minha álgebra e minha chave,
a meu espelho.
Breve saberei quem sou.