IDEAC Instituto para o Desenvolvimento Educacional, Artístico e Científico


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Maria Thereza Bortolo fez o curso de Memória e Criatividade com a psicóloga Sonia Fuentes, no Ideac, e uma das tarefas foi fazer um teto sobre um objeto marcante ligado à memória afetiva. Vejam que texto emocionante:

“Era uma mulher brava, baixinha, gordinha e tinha um pouco de barba e bigode. Era uma mulher seca, não parecia ter desejos, Antonia era o seu nome, todos a temiam. Ela era a bedel naquela escola pública em que eu estudava. Eu ia começar cursar o ginásio, tinha 12 anos.

O seu trabalho com as alunas, era medir a altura da saia do uniforme e verificar se cobria ou não o joelho. Tinha que cobrir. Tínhamos também que mostrar as costas sobre a blusa para que verificassem se usávamos combinação, o sutiã não podia aparecer. O esmalte, mesmo transparente, não era permitido e era obrigatório removê-lo. Assim que passávamos da área do seu olhar, enrolávamos a saia na cintura para que ficasse mais curta.

As moças deveriam ser bens comportadas e se casarem virgens. Ninguém falava nada conosco sobre sexualidade. Aprendíamos com as amigas esses segredos.

Um dia aconteceu algo muito diferente nas nossas vidas naquela cidade em que tudo era pecado, e que o único teatro era a igreja: coroávamos Nossa Senhora, éramos anjo nas procissões…

Não me esqueço daquele dia. Recebemos das mãos da dona Antonia, só para as meninas do primeiro ano ginasial, um pequeno livro com o título ‘’Ser quase mulher e ser feliz”. Ela entregou mecanicamente e dizia que era nosso e que era para lermos em casa.

Mal pude acreditar quando abri o livro e lá estava tudo sobre ‘’aqueles dias’’. O que podíamos e não deveríamos fazer. Nós éramos meninas-moças, com vergonha de ficarmos ‘’incomodadas’’, esse era o termo usado para menstruação.

Tanto o texto como a ilustração, mostravam delicadeza, informações, cuidados, moças bonitas e felizes praticando várias atividades “naqueles dias”.

Como uma mulher como a dona Antonia podia ter participado desse momento de transição tão misterioso e desejado pelas meninas? Guardo até hoje o livrinho como uma obra de arte, como um tesouro e um profundo agradecimento e amor por ela.

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De repente você esquece onde colocou as chaves, o número do telefone do filho, o nome daquele ator tão admirado. Calma, segundo o geriatra Alberto de Macedo Soares, nem sempre esses pequenos lapsos de memória podem significar início de um processo de demência ou a temida doença de Alzheimer. Segundo ele, é normal pequenos esquecimentos, desde que não se repitam com muita frequência, e que um diagnóstico depende de uma investigação correta: “As vezes, o esquecimento está ligado a uma alteração na tiroide ou uma carência de vitamina B12”, ele diz.

A Doença de Alzheimer é uma patologia que costuma ocorrer em pessoas idosas, com mais de 60 anos. Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), no Brasil, já são mais de um 1,6 milhão de pessoas acometidas por este mal. No mundo, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê o aumento nos casos até 2050, chegando a 135,5 milhões.

Por ser degenerativa, a dificuldade de diagnóstico contribui para o preconceito e a falta de aceitação social. Entre os sintomas, a perda de memória recente dificulta a vida cotidiana, seja na realização de tarefas ou em se localizar no tempo e espaço. É ainda comum associar com problemas com a fala e escrita e com mudanças bruscas de humor. Demência é um termo inclusivo que abrange muitas condições e várias doenças – incluindo a doença de Alzheimer, é uma perda cognitiva em qualquer momento da vida.

As síndromes demenciais se classificam entre as tratáveis, que podem inclusive ser revertidas, e a demências irreversíveis, como é o caso do Alzheimer. Até mesmo a perda da audição, se não cuidada, pode levar ao estado de demência, pois à medida que não escutamos também não interagimos e nos isolamos.

Siga os conselhos do geriatra para garantir uma boa qualidade de vida:

  1. Manter atividade física, o que é benéfico inclusive para pessoas portadoras de Alzheimer. O exercício físico pode brecar o desenvolvimento do quadro e trazer melhoras para o paciente;
  2.  Manter relacionamentos sociais, buscar amigos, participar de palestras, começar um curso de idiomas, dançar, ouvir música e procurar novas atividades para ampliar nossas sinapses. O isolamento favorece os estados de demência;
  3. Tenha muito cuidado com os remédios em excesso, especialmente relaxantes, calmantes, ansiolíticos. A assimilação pelo idoso tem longa duração. Ou seja, no corpo de um jovem, um relaxante ou calmante  pode ser liberado em poucas horas; no idoso, pode levar até 72 horas. Assim, quem toma esses medicamentos diariamente passa por um efeito cumulativo e o risco é grande, pois os músculos estarão permanentemente relaxados e, consequentemente, não sustentarão os ossos. Aí podem ocorrer as quedas com a temida fratura de fêmur;
  4. Não se descuide das emoções. Seja com terapia, conversas ou desabafos ao longo da vida, tente se livrar do estresse, um dos grandes fatores que nos levam ao adoecer;
  5. Por último, beba água, muita água sempre. O ideal é beber dois litros por dia. Quando a pessoa envelhece costuma não ter sede e a desidratação se instala rápido.


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Pesquisa recente mostra que o tratamento inadequado do diabetes afeta 18% dos idosos nos EUA, e o quadro é semelhante no Brasil. A Doença atinge uma em cada quatro pessoas com mais de 65 anos e incidência é maior nas com baixa escolaridade. O estudo foi publicado no Journal of General Internal Medicine. A pesquisa foi feita com base nos dados de 78 mil pacientes com mais de 65 anos em dez estados dos EUA – as informações são do Medicare, programa de assistência médica do governo federal americano.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Dr. João Eduardo Nunes Salles, afirma que um terço dos idosos apresenta algum tipo de alterações no metabolismo da glicose. “É fundamental atentar-se às particularidades no tratamento do diabetes, não apenas medicamentoso, mas comportamental e nutricional. Além do avanço do sedentarismo e da obesidade, o envelhecimento populacional também tem grande impacto no aumento dos casos de diabetes”, avalia.

No Brasil, segundo levantamento da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, o diagnóstico da doença aumentou 54% na população masculina entre 2006 e 2017, atingindo 7,1% dos homens adultos. Contudo as mulheres ainda são as principais vítimas da doença, com 8,1% no último ano. A SBD estima que 16 milhões de brasileiros foram diagnosticados com a doença.

Salles alerta também para a importância do controle da doença, sobretudo para diminuir o risco de cardiopatias – segundo a International Diabetes Federation, pessoas com mais de 60 anos e portadoras de diabetes tipo 2 têm um risco de três a quatro vezes maior de morrer por doenças cardiovasculares. “Há alternativas terapêuticas capazes de controlar o diabetes e suas complicações. Conhecimento e acesso a tratamentos adequados são fundamentais para preservar a doença no idoso, aumentando sua expectativa e qualidade de vida”, atesta o especialista.

A SBGG, no documento “Escolhas Sensatas na Assistência ao Paciente Idoso”, aponta que o controle rígido dos níveis glicêmicos em idosos frágeis pode trazer mais riscos do que benefícios, sobretudo quando há hipoglicemias graves ou recorrentes. Baseado nesta ponderação, recomenda-se não prescrever medicamentos com intuito de atingir alvos de hemoglobina glicada menor que 7,5% em idosos diabéticos com declínio funcional e/ou cognitivo ou em extremos etários.

Sobre o tema, o dr. Salles respondeu algumas questões do Ideac:

Como detectar a doença?

Na maioria das vezes, é assintomático. O paciente idoso, em geral, não apresenta os sintomas clássicos, mas, sim cansaço excessivo, fadiga muscular nas pernas, turvação visual e falta de animo. Ainda, pode manifestar piora ou surgimento de incontinência urinária.

Quais as principais causas?

O próprio envelhecimento, histórico familiar, aumento da circunferência abdominal, redução da massa muscular periférica (principalmente braço, coxa e perna), e alimentação rica em carboidratos e açúcar.

O que aconselha?

Reeducação alimentar, com consumo equilibrado de carboidratos, proteínas e verduras. O idoso, em geral, diminui o consumo de proteínas, o que leva à redução de massa muscular. Inclusive, é importante escolher apenas um carboidrato por refeição. Indica-se também a prática de atividade física, mesclando aeróbica com musculação.

O tratamento é para sempre?

O diabetes é uma doença crônica e um dos grandes problemas para o não controle é que a maioria dos pacientes para de usar o medicamento durante o tratamento. O medicamento deve ser usado por toda a vida, contribuindo para o controle e, logo, para a prevenção de complicações decorrentes da doença. Interromper o medicamento só com ordem médica.


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Por Eoghan Macguire, CNN – 24/agosto/2018

(Tradução da psicóloga Maria Celia de Abreu )

 

(CNN) – Qual é o segredo de viver até os 100? Alguns dizem que é garantir muito exercício; outros apontam para os benefícios de um clima ameno. Há até alguns que sugerem que uma vida sexual sadia tem muito a ver com isso.

O número de pessoas que vivem até os 100 anos pode ser relativamente pequeno, mas está se tornando mais comum – particularmente em países como o Japão, que tem a mais alta proporção de centenários no mundo.

Dados do Ministério da Saúde do Japão estimam que em 2017 havia 67.824 japoneses com 100 anos ou mais. Em 1965, quando o país começou a registrar estatísticas de cidadãos velhos, havia apenas 153 centenários.

Em resultado, os políticos no Japão começaram a considerar como prover para aqueles que chegavam ao clube dos 100 – e o que encontraram pode ser [útil para o resto do mundo nos próximos anos.

No ano passado, o Primeiro Ministro japonês Shinzo Abe conduziu uma série de encontros no Conselho para Planejar a Vida com Mais de 100 anos em Sociedade, um grupo de especialistas formado para preparar um aumento no número de centenários.

A comissão analisou questões tão diversas como reformar as políticas de seguro social, reavaliar o que significa ser mais velho e a diversificação de práticas corporativas de empregabilidade. Mas não é só para mais centenários que o país está tendo que se preparar.

Desafios de uma população que envelhece

Vinte e sete por cento da população do Japão tem 65 anos ou mais, de acordo com dados do Banco Mundial. Em 1990, era apenas 11%.

Enquanto viver mais é geralmente algo positivo, isso cria inevitavelmente uma porção de desafios práticos, tais como o fardo sobre o Estado para prover serviços, pensões e cuidados para um número crescente de velhos. No Japão, isto vem junto com um baixo índice de nascimentos, o que significa que há menos pessoas com idade de trabalhar para pagar pelos serviços para os velhos através de impostos ou de trabalho para companhias japonesas.

O número de recém-nascidos caiu durante 37 anos consecutivos no Japão, e o Ministério da Saúde faz uma projeção de que a população irá ascender de seus atuais 126.26 milhões para 86.74 milhões por volta de 2060.

Uma vida ‘multi-estágios’

Entre os que estiveram nos primeiros encontros do conselho de Abe, estava Lynda Gratton, professora de prática de negócios na London Business School e coautora do livro “Os 100 Anos de Vida: Viver e Trabalhar numa Idade Longeva”.

Quando considerando esta questão de populações que envelhecem, ela diz, é importante que os governos e empresas “contem uma história” sobre como as pessoas podem começar a viver “vidas multi-estágios” onde elas conseguem fazer pausas na carreira e trabalhar por mais tempo e em numerosas áreas. Esta “narrativa” ajudará a assinalar os desafios que virão e a encorajar a conversação sobre como será a vida em sociedades que envelhecem, acrescenta Gratton.

O governo japonês propôs estender a idade para aposentadoria obrigatória de 60 para 65 anos. Também mencionou encorajar uma “educação recorrente”, ajudando pessoas a serem retreinadas ao longo de suas carreiras profissionais, assim como permitindo que aquelas que quiserem trabalhar em idades avançadas o façam.

O Professor Hiroko Akiyama, do Instituto de Gerontologia a Universidade de Tóquio, acredita que estas são novidades benvindas, mas diz que o ritmo da mudança necessita ser mais rápido. “Nossa força de trabalho está encolhendo, então temos que tomar medidas drásticas agora,” disse ele.

Akiyama chama a atenção para como o escritório compartilhado, padrões de trabalho flexíveis e a telecomunicação podem todos desempenhar um papel e ajudar mais pessoas a ficarem por mais tempo em suas carreiras. As descobertas da inteligência artificial e da robótica, longe de reduzir oportunidades de emprego, também podem ajudar os mais velhos a trabalhar por mais tempo, compensando qualidades que as pessoas podem perder ao envelhecer, como por exemplo forca ou flexibilidade, ela acrescenta.

Além do mundo do trabalho, os sistemas de cuidados com a saúde serão provavelmente afetados por populações que envelhecem e forçados a se adaptar a isso. Política e valores também poderiam estar começando a se modificar, com os mais velhos sendo em geral considerados eleitores mais conservadores.

Lidando com um mundo que envelhece

O Japão tem sido uma das nações que mais visivelmente considera estes desafios, mas está longe de estar sozinho no ser afetado por eles.

A população global de pessoas mais velhas (aquelas com 60 anos ou mais) importava em 962 milhões em 2017, de acordo com o relatório das Nacões Unidas sobre o Envelhecimento Populacional (UN World Population Ageing). Isso é mais que o dobro do que em 1980, quando havia 382 milhões de pessoas mais velhas no mundo, e espera-se que o número dobre de novo por volta de 2050, alcançando cerca de 2.1 bilhões.

O envelhecimento das populações é mais pronunciado na Europa e na América do Norte, segundo o relatório. O Escritório de Censo dos Estados Unidos (US Census Bureau) projeta que o número de centenários lá irá inflar de 86,248 em 2017 para 600,000 por volta de 2060. Até o momento estas questões também estão pesando nas considerações de Hong Kong, Coréia do Sul, Singapura, Austrália e Nova Zelândia.

Lá por 2050, espera-se que as pessoas mais velhas componham 35% de populações na Europa, 28% na América do Norte, 25% na América Latina e Caribe, 24% na Ásia, 23% na Oceania e 9% na África, segundo estimativa do relatório das Nações Unidas.

Gratton aponta desenvolvimentos positivos na Dinamarca, que tem procurado por cenários para futuro cuidados com os mais velhos, e Singapura, que ela diz que tem revisto suas políticas e removido quaisquer sugestões de que pessoas mais velhas podem ser menos capazes de desempenhar certas tarefas ou papéis do que pessoas mais jovens.

Akiyama, enquanto isso, diz que o Japão tem sido forçado a considerar a questão antes do que a maioria das nações devido ao ritmo em que sua população está envelhecendo. Os políticos do país também parecem menos ávidos do que outros para atrair jovens trabalhadores estrangeiros.

Idade de oportunidade?

Hoje em dia também pode haver oportunidade dentro dos desafios de uma sociedade que envelhece.

Os negócios no Japão começaram a abrir academias de fitness que atendem aos mais velhos, enquanto cuidadores robôs têm sido introduzidos em moradias para idosos, aparelhos caros que podem se tornar lucrativos itens de exportação.

Gratton diz que o Japão está à frente de robôs e máquinas que assistem os mais velhos enquanto “os que tem mais de 55 estão gastando mais do que qualquer um” no país.

Entretanto, ela acrescenta que os países precisam também começar a planejar globalmente para um futuro no qual a vida tradicional em três setores, estudar, trabalhar e se aposentar, não se aplica mais.

As pessoas tornaram-se muito mais proativas”, ela diz. Tanto quanto planejar, economizar e manter-se saudável, ela precisa ser mais esperta sobre como será o futuro.”

Em vez de pensar sobre ficar ainda mais velhas, as pessoas deveriam pensar sobre ficar mais jovens por mais tempo.

Link do artigo em inglês: https://www.cnn.com/2018/08/24/health/japan-100-year-life/index.html

 


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A resposta para essa questão pode ser surpreendente. Em palestra no TED, a pesquisadora Julianne Holt-Sunstad, da Brigham Youg University, coordenou estudos sobre o estilo de vida de pessoas na meia idade. Ela observou aspectos como dieta, exercícios, status conjugal, frequência de visitas ao médico, hábitos como beber e fumar e outros. Os resultados foram registrados e ela e seus colegas na universidade esperaram sete anos para voltar aos entrevistados em condições de serem avaliados novamente. A pergunta então foi: o que mais reduz suas chances de morrer?

Em sua pesquisa, indo do preditor menos poderoso para o mais poderoso, vieram muitas surpresas. Se você, por exemplo, está acima do peso ou não gosta muito de exercício, não precisa se sentir tão culpado, porque esse dado ocupa apenas o terceiro lugar.

Vacina da gripe, quem diria, protege muito mais do que exercícios.  Entre os preditores mais importantes estão duas características ligadas à sua vida social. Primeiro, seus relacionamentos próximos, ligados às pessoas que você pode recorrer para um empréstimo se você precisar de repente de um dinheiro urgente, ou que chamarão o médico se você não estiver bem. Ou mesmo para levá-lo para um hospital ou, ainda, que vai se sentar ao seu lado quando você estiver tendo uma crise existencial ou em desespero.

Essas pessoas, esse provavelmente pequeno grupo de pessoas, se você os tiver (e tomara que tenha), são fortes preditores de quanto você irá viver.

Outro ponto inesperado na pesquisa é o chamado de integração social. Significa aquelas pessoas que você interage ao longo do seu dia. Com quem fala? Com o porteiro, com as pessoas no elevador, com vizinhos, com o dono da banca de jornal, com os funcionários do prédio? Podem ser laços fortes ou fracos, não apenas com aquelas pessoas próximas por relação familiar ou de amizade, mas também aquelas com quem mantém esse contato cotidiano. Você joga bridge, buraco, sinuca, pertence a algum clube de leitura. Sim, essas relações também são muito importantes para prolongar seu tempo de vida.

Os preditores, pela ordem de importância:

  1. Integração social
  2. Relacionamentos próximos
  3. Parar de fumar
  4. Parar de beber
  5. Vacina contra a gripe
  6. Exercício
  7. Sobrepeso
  8. Hipertensão
  9. Ar puro

Para saber mais, segue a íntegra em inglês:

https://www.ted.com/talks/susan_pinker_the_secret_to_living_longer_may_be_your_social_life/transcript?language=pt-br


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Suely Tonarque tem 67 anos, é pedagoga, psicóloga e tem Mestrado em Gerontologia – Percurso da Moda e a Realidade Atual. O interesse pelo tema do envelhecimento começou no ano 2008. Veio daí o projeto de criar moda para velhos. Como há 30 anos atua no segmento da moda, resolveu abrir com a irmã a loja Dudabyduda, à Rua Delfina 101, Vila Madalena, São Paulo. Nessa entrevista especial para o Ideac ela fala sobre seu trabalho:

Qual é a estética da velhice?

Com o envelhecimento, vamos percebendo as mudanças físicas e emocionais, e a estética se modifica durante esse processo. Cada indivíduo é singular e assim também sua forma de expressar a estética na velhice. O visual se transforma através dos anos, as vestimentas não podem mais ser as mesmas do passado porque o corpo sofreu mudanças. Não existe uma estética modelo para a velhice, ela é individual e particular.

Qual é a diferença entre criar moda para mulheres para velhas?

Quem cria moda para velhos deve ter em conta as mudanças corporais: com maior sensibilidade da pele, o tecido deve ser confortável. Como as medidas aumentam, os moldes não são os convencionais.  Pela flacidez dos braços, as mangas se tornam mais cumpridas e discretas. Há uma tendência de optar por cores mais neutras.

A moda ajuda a trazer mais alegria na velhice?

A alegria de viver depende de cada pessoa. A moda pode trazer uma satisfação na escolha da vestimenta, demostrando uma das facetas do desejo de viver.

O que é fundamental para uma roupa adequada para a mulher velha?

É importante primeiramente que a mulher aceite o seu envelhecimento para que suas roupas sejam adequadas a seu corpo, esse é o primeiro passo.

Como achar o estilo na velhice?

Existem dois estilos, o estilo que acompanha a vida da pessoa e o estilo de cada fase da vida. Também a moda determina algum estilo que o velho pode ou não se se identificar.


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A psicóloga Maria Celia de Abreu, coordenadora do Ideac, vai participar de um encontro na Casa do Saber, em São Paulo, dia 21 de agosto, das 20 às 22 horas. O tema será o título de seu livro “Velhice, uma nova paisagem “(Editora Ágora), que ela vai autografar logo depois do bate-papo. As  inscrições gratuitas são pelo site, exclusivamente. Vagas limitadas e sujeitas à lotação do espaço.

Estima-se que, em 2050, a população de pessoas com mais de 60 anos comporá 30% da população brasileira, ou seja, cerca de 66,5 milhões de pessoas. Ao lado do grande crescimento do número de idosos, há também o aumento da expectativa de vida: hoje, no Brasil, vive-se em média 75 anos.

Assim, a velhice baterá à sua porta mais hora, menos hora, seja por ser você o idoso, por conviver com idosos ou por ter que lidar com um mercado consumidor que envelheceu. Por que, então, a velhice permanece um estigma na sociedade? Por que disfarçar a rejeição que se tem dessa fase de acúmulo de vivências com eufemismos como “a melhor idade”, “silver age” ou “a idade de ouro”?

Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudos, a obra propõe que a velhice passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as anteriores, apenas diferentes. O encontro trata de assuntos pertinentes à velhice, como corpo, sexualidade, memória, perdas, luto e depressão, mostrando que o tempo passa – e tudo bem com isso!

Maria Celia de Abreu

Psicóloga, professora universitária e psicoterapeuta, doutora em psicologia pela PUC-SP, atendeu em clínica particular por quase 30 anos. Fundou e coordena até hoje o Ideac – cujo foco principal, desde 1992, é a psicologia do envelhecimento. É autora, entre outras obras, de Depressão e Maturidade (ed. Plano, 2003) e deVelhice, Uma Nova Paisagem (Ágora, 2017).

https://casadosaber.com.br/sp/cursos/palestra/velhice-uma-nova-paisagem