IDEAC Instituto para o Desenvolvimento Educacional, Artístico e Científico


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O Arraial do Ideac vem aí!

Depois do Carnaval à moda antiga do Ideac, que foi um sucesso, agora teremos nossa Festa Junina em parceria com a Faculdade Belas Artes, dia 23 de junho, das 14 às 20 horas, na Vila Mariana. Vai ter quadrilha, doces típicos, quentão, barraquinhas de jogos, comidinhas especiais e muita diversão garantida para avós, filhos, netos e pessoas de qualquer idade que gostem de um ambiente descontraído e do clima das festas juninas.

 

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O mundo corporativo é muito impactado pela faixa etária dos velhos, pessoas com mais de 60 anos. As empresas não estão dando a devida atenção a essa questão, mas isso tem que mudar. É preciso aprender a lidar com essas novas formas de estrutura. No Ideac temos formatos para cursos, palestras, workshops para mostrar novos caminhos par ao envelhecimento.


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Não é estranho falar de velhice para jovens. A longevidade é crescente e esses jovens precisam pensar no tema e cuidar do corpo para envelhecer bem. Além disso, eles vão produzir para os jovens e por isso devem conhecer mais a psicologia do velho e suas características. Confira o vídeo da psicóloga Maria Celia de Abreu, coordenadora do ideac e autora do livro “Velhice, uma nova paisagem”.


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Por Maria Celia de Abreu (coordenadora do IDEAC)

O Cenário

Tarde de domingo, casa aconchegante rodeada de grande área verde, amplo terraço decorado com motivos de Carnaval, músicas de Carnavais antigos tocadas numa altura que permitia que as pessoas se ouvissem mutuamente: cenário singelo, bonito, descontraído e alegre.

Os Preparativos e Os Bastidores

Jorge Julião, o diretor de arte; Cleide, a organizadora; Ivani, a divulgadora, e Maria Celia, naquela função chamada de “pau pra toda obra”; Iracema, a anfitriã: essa foi a turma que planejou, divulgou e viabilizou o nosso Carnaval à Antiga.

Cristina, Neusa, Vinicius, Renato, Fernanda, sr. Ronaldo, Idelma, Ademir aderiram e se desdobraram em atender os participantes… sem deixar de se divertir!

Essa equipe suou a camisa, liberou a criatividade, acatou ideias alheias, se entrosou, se apoiou mutuamente quando batia o nervoso, pesquisou músicas, sugeriu fantasias, fez caipirinhas, meteu-se em qualquer função que fosse necessária, recordou, aprendeu… e deu muita risada!

Os Atores

Três lindas meninas, uma quinzena de adultos jovens e uns cinquenta adultos com mais de 60 anos. (Sem contar mais uma vintena que declarou que teria ido se não tivesse algum impedimento, a maioria por estar viajando). Foi uma procura que excedeu a expectativa dos organizadores.

Inscrição feita, começou a agitação dos participantes: era preciso se informar, tomar decisões, ter iniciativas. Como chegar até o local e que fantasia usar provocaram muitos contatos entre os carnavalescos, estabelecendo uma rede de alegres trocas entre amigos, entre conhecidos que há tempos não se falavam e entre desconhecidos.

Fizemos a sugestão das fantasias, mas não esperávamos que uns 90% dos participantes a adotassem! Estavam de fato empenhados em se divertir! Havia desde um toque, como uma tiara de unicórnio, uma maquiagem caprichada, um manto de príncipe, ou uma máscara, até costumes elaborados, completos. Foram pretexto para conhecidos e estranhos se abordarem com elogios, questionamentos e comentários, sempre bem humorados.   

A Função

Nas conversas, foram trocadas inúmeras rememorações de carnavais dos quais se participou ou se desejou participar, de tempos de infância, da dinâmica de famílias de origem, referências à história da própria vida – relatos saudáveis, feitos com leveza, acompanhados de risos, sem ranço de sofridas nostalgias.

Foi retomada – ou então aprendida ali no momento mesmo – a antiga habilidade de soltar serpentinas, fazendo-as se desenrolarem até o finzinho. Bem como o enfeitar-se mutuamente com confetes.

Os participantes foram exímios em recordar as letras das músicas. Dançando, marcando o ritmo em pé, ou estando sentados, cantaram muito. Sentiam-se tacitamente autorizados a desafinar, trocar palavras, só conseguir repetir o estribilho… sabendo que poderiam se dar ao grande prazer de soltar a voz, porque ninguém estava ali para criticar ou achar defeitos.

Todos os que tiveram vontade de dançar… dançaram! Dentro de seus limites físicos, inventaram coreografias, movimentaram pés, pernas, braços, pescoços, sentindo o ritmo, deixando essa batida dirigir os movimentos do corpo, livre, sem preocupação com críticas, com normas, um incentivando o outro.

Todos que tiveram vontade de participar de brincadeiras… participarem! Trenzinho, dança em roda, aula de “Macarena”, distribuição de troféus, com desfile de fantasias sob aplausos…

Todos que quiseram ou precisaram ficar a maior parte do tempo sentados, observando, conversando, fotografando… até mesmo embevecidos com o próprio celular… ficaram! Sem cobranças…

As quatro horas da sessão da matinée carnavalesca acabaram logo. Ninguém queria ir embora…

O que ficou

O Ideac acha que a velhice não é necessariamente um peso; é uma fase em que se pode aproveitar para resgatar sonhos. Propõe-se a facilitar trocas entre pessoas e promover o crescimento pessoal. Numa palavra, a buscar caminhos para se ter a melhor qualidade de vida possível. Esses caminhos apontam para relações socioafetivas de boa qualidade, descartando a solidão, e para o reconhecimento do valor pessoal, se contrapondo à baixa autoestima. O Ideac também reconhece a riqueza da convivência intergeracional, bem como os benefícios de libertar a criatividade e estimular a memória, sem falar na importância de movimentar o corpo.

Nosso Carnaval à Antiga atendeu a tudo isso – e de quebra valorizou uma tradição tipicamente brasileira.

Ideia para pesquisa

Cada uma das pessoas que ali estiveram tem sua história de vida; como seria interessante poder conhecê-las, sobretudo ouvir qual a relação de cada uma com o Carnaval!

Frases avaliativas

Na impossibilidade de colocar aqui e agora o que nosso Carnaval à Antiga significou para cada um, fica o registro de frases soltas, algumas faladas, algumas postadas nas mídias sociais do Ideac – sem esgotá-las, pois muitas se perderam..Que animação danada de boa!

  • Foi ótimo! Parabéns pela festa
  • Parabéns aos organizadores! Estão dando tudo de si!!
  • Parabéns para todos os foliões e folionas
  • Parabéns pela ideia!!!
  • Parabéns pela bela iniciativa
  • Parabéns!
  • Foi 10!!!
  • Parabéns! A festa de Carnaval à Moda Antiga merece nota: 10!!!
  •  Agradeço a todos e em especial aos organizadores
  • Obrigada pela festa ótima
  • Gente querida! Que delícia de festa!!!
  • Foi um ótimo e divertido encontro
  • Foi o melhor carnaval dos últimos tempos
  • Muito bom. Adorei.
  • Foi o primeiro baile de Carnaval da minha vida, aos 82 anos. Adorei.
  • Foi a primeira vez que me fantasiei
  • Estava todo mundo feliz
  • O astral estava bom
  • As fotos revelam um momento bom
  • Bom dia! Hoje é o Dia da Alegria!
  • Pessoal animado!
  • Que lindo Carnaval!
  • Um clima supergostoso e alegre, gostei muito!!!
  • O clima familiar me levou a reviver as matinês da minha infância no interior…
  • Foi muito bom nosso encontro carnavalesco. Sempre vale a possibilidade do encontro.
  • Adorei as fantasias
  • A nossa festa maravilhosa…
  • Adorei muito
  • Um festão!
  • A festa mais linda com pessoas superlindas e queridas!
  • Foi muito bom
  • Que sucesso!!!
  • Conheci novas amigas e dei muita risada com todas
  • Estar com pessoas de diversas idades é uma experiência deliciosa e rica de emoções!
  • Favor repetir ano que vem!!!
  • No próximo ano estarei com vocês!
  • Há de repetir!
  • Ano que vem tem mais. Para repetir o sucesso.
  • Um ano apenas e já virou tradição!

Nossa opinião

Para a equipe organizadora, o Carnaval à Antiga valeu a pena. (Como somos perfeccionistas, ainda queremos melhorar alguns pontos). Não há dúvida que foi um evento delicioso!


4 Comentários

Qual foi seu melhor presente? (Enquete para quem tem 60 ou mais)

Pensando em como é difícil presentear pessoas maduras com lembranças que vão além do sabonete, da colônia, do pijama, do chinelo, do licorzinho… o IDEAC quer saber qual foi a lembrança que mais lhe agradou neste último Natal. Se foi qualquer um desses objetos também vale, e você pode se lembrar do que mais gostou de ganhar nos últimos Natais também. Se você tem 60 anos ou mais, pode nos contar? Até o final de janeiro?

Se preferir, pode ser uma resposta anônima, mas por favor anote ao final dela o seu sexo (M ou F) e sua idade em anos. Por exemplo: F, 63 e “presente”.

Deixe sua resposta aqui mesmo nos comentários, ou então nos mande por e-mail para: cadastro@ideac.com.br.

Depois compartilharemos os resultados nas nossas redes sociais, aguarde!

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Site  http://www.ideac.com.br

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Canal do Youtube O novo da velhice


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Em 2018, fique ao nosso lado. Nossa programação será incrível

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A maturidade saudável é um tempo para refletir sobre temas atuais, para trocar ideias e experiências, para encontrar pessoas que valem a pena. Tudo isso você encontra nas atividades do Ideac, que tem uma ótima programação para 2018. Além do grupo aberto de estudos sobre questões de envelhecimento, teremos encontros especiais sobre temas como Meditação, Espiritualidade, Memória e Criatividade, Cinema, Dança e Fortalecimento do Assoalho Pélvico, entre outros. Em breve teremos toda programação em nosso site e redes sociais.

Queremos você ano nosso lado em 2018.


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foto Jader Andrade

A psicóloga Maria Celia de Abreu, coordenadora do Ideac e autora do livro “Velhice, uma nova paisagem”, geralmente é abordada por pessoas durante suas palestras que relatam a tristeza na velhice com a perda de pessoas queridas ou situações que ficaram para trás.

Para evitar a tristeza, Maria Celia propõe: “Em vez de pensar em perda, por que não focalizar a atenção na transformação? Parece que nossa cultura nos educa mais para aprovar a rigidez do que para aceitar a transformação… e nossos medos do novo e do desconhecido são maiores do que nossa capacidade de ser flexível. Estou falando de um momento em que muitas famílias precisam encarar um formato novo que chega com a passagem dos anos”.

É aí que a capacidade de adaptação a situações novas e a flexibilidade, são postas à prova. É bom saber que este é um importante fator da saúde mental, em oposição à rigidez, e também que não é um dom recebido de graça: é uma característica a ser buscada, cultivada, batalhada. E Maria Celia recomenda: “Claro que em toda mudança há perdas. É preciso reconhecê-las, para se ter uma boa relação com a realidade. Porém, em vez de ficar lamentando e enfatizando as perdas, pode-se aproveitar para rever alguns valores da família e para crescer. Não é fácil aceitar que cada um sonha e constrói a sua trajetória de vida; não cabe a ninguém impor a outro seus próprios sonhos. Essa é uma das formas de manifestarmos prepotência, sem dar espaço ao tão difícil respeito pelo outro. A família tem de encontrar outros caminhos para manifestar esse amor: uma oportunidade de se renovar sem perder a qualidade.”

Resgatar o passado com alegria

A psicóloga propõe uma atividade gostosa que pode ser realizada quando as pessoas de uma família se reúnem: narrar episódios que marcaram aquelas vidas. Com as imposições da cultura atual, em que todos os adultos trabalham fora de casa, crianças e adultos correm para lá e pra cá a semana inteira, e o lazer é feito diante da televisão ligada, situação pouco propícia a se bater papo e jogar conversa fora, as histórias de vida dos membros da família são pouco compartilhadas e até mesmo ficam guardadas só para aquele (ou aqueles poucos) que a vivenciou.

Maria Celia diz que isso é uma pena, porque conhecer e dividir essas histórias tem um significado muito importante, tanto para cada indivíduo, como para dar uma determinada “cara” àquele grupo familiar, criando-se um verdadeiro “folclore” familiar. Os mais velhos se sentem valorizados; confirmam, em seu íntimo, que cumpriram sua missão enquanto adultos jovens; ocupam o espaço simbólico a que têm direito dentro daquele grupo familiar.

Os mais jovens percebem os mais velhos com todo o seu valor, o que é dado por uma visão em perspectiva, uma visão histórica daquela determinada trajetória de vida, muito mais do que a partir de uma “fotografia” de como aquela pessoa é hoje. Os mais jovens também ficam assegurados de que “fazem parte”; conhecer suas raízes dá uma inestimável sensação de segurança e a percepção de que lhes cabe uma missão de continuidade no todo da trajetória do universo. Quando episódios do passado são ventilados e compreendidos, abre-se a possibilidade de vê-los sob novos ângulos; se os fatos não podem ser modificados, a interpretação que se dá a eles pode. “Desse modo, eventos esquecidos são devidamente revalorizados, a importância de outros é minimizada, perdas sofridas podem passar a ser melhor aceitas, pessoas que causaram mágoas podem ser compreendidas e até perdoadas. São experiências muito positivas para a saúde emocional, para o crescimento interior, e para um alargamento de horizontes. E não se esqueçam, a vida é feita de novas paisagens a cada dia. Aproveite o presente!”